A Rua das Congostas, como eu a conheci
«Esta rua, completamente modificada, ou por outra, que desapareceu, deu lugar á hoje Rua de Mouzinho da Silveira, na parte que fica entre a Rua do Infante D. Henrique e o cimo da Rua de S. João. Era uma rua estreita, calçada à romana. Ao subir, do lado esquerdo havia uma fonte [ver foto] onde estavam agrupados os canecos dos antigos aguadeiros (todos estes cidadãos da Galiza) que, com aquela vasilha ao ombro, resguardado por um pedaço de couro afim de não molharem o casaco ou a jaleca, no seu passo cadenciado, levavam a água às casas, subindo quatro ou cinco andares, mediante uma pequena quantia. (...).
Do mesmo lado existia o restaurante do conhecido e honrado José Vilas, muito frequentado pela colónia Inglesa. Tinha um criado chamado Manuel, o verdadeiro tipo de criado antigo, muito dedicado ao seu patrão. Na mesma rua se encontrava um importante estabelecimento de marcenaria da família Garrido (...) Onde está a estátua do Infante D. Henrique era um monte; e paralelo à rua do mesmo nome (antigamente Rua dos Ingleses) existiram casas entre Mouzinho da Silveira e Ferreira Borges. Onde está o quiosque havia um passo igual ao que está defronte da Igreja de S. Nicolau. O povo, em vez de dizer rua das Congostas, chamava-lhe Rua das Cangostas».
in O Tripeiro, 3ª Série, nº 132 (12), 15 de Junho 1926
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Publicação original.



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